Dedos (ou uma Odisséia noturna)

O primeiro amor foi pra esquecer o segundo.

Estava uma delícia, mas ela não podia parar.

Não é excitante, mas a noite transcorre, sem parecer ter um fim.

Dedos deslizam acima e abaixo por toda a extensão do magro corpo.

 

O primeiro porre veio pouco antes do segundo.

Estava meio amargo, mas ela não queria reclamar.

Não é excitante, mas na noite fria um paliativo sempre vai bem.

Dedos deslizam dentro e fora por toda a extensão do copo.

 

A primeira noite, a centésima, a última, a segunda.

Estar na imundícia, mas se manter casta, pudica.

Não hesitante, nem perto de mentalizar um final feliz

Dedos avançaram dentro e fora por todos os orifícios de seu corpo.

Anúncios

Sobre Tiago Carpes do Nascimento

Brasileiro, casado, vinte e poucos anos, escritor por obrigação e prazer, professor, curioso, eclético em matéria de música, adora livros e filmes inteligentes (instigantes), cristão, conservador, gosta de política, já sonhou ser presidente do Brasil, presidiu comitê municipal de sigla política, mas a desilusão foi tanta que hoje se contenta apenas em contribuir para a melhoria da educação e para o crescimento vegetativo da população, tendo dado o seu contributo em duas ocasiões. Belíssimas ocasiões, diga-se de passagem!
Esse post foi publicado em VERSOS. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s