A monocultura da Cana-de-Açúcar no Brasil-Colônia

RESUMO: Foi-se o tempo em que eu podia iniciar meus artigos adiantando que era apenas um pequeno resumo do assunto em apreço. Agora me pedem de cinco a dez laudas.  Por certo almejam o fim dos resumos, mas talvez o único que consigam é um resumo um pouco maior. Nesse em especial tentarei esforçar-me o máximo que puder para dar uma descrição realista de que papel representou a monocultura açucareira no Brasil Colônia.

1 INTRODUÇÃO

A 22 de abril de 1500, a maior frota já montada pelos portugueses com destino às Índias aportou no litoral brasileiro. Iniciava-se ali então a bela história do nosso país. Contudo enganam-se aqueles que pensam que desde essa época nosso solo passou a ser devidamente considerado como local propício à colonização. Houve uma série de fatores, que posteriormente analisaremos que impediram a imediata fixação de colonizadores em massa em nossas terras. Segundo Souza & Sayão (2008) o interesse português pelo nosso território foi mínimo nos primeiros 30 anos de colonização. Foi apenas em 1530 que os portugueses tomaram consciência de que para não perderem a Terra Brasilis era necessária uma colonização efetiva. E é exatamente nesse ponto que surge a indústria açucareira como veremos a seguir. Os efeitos da implantação desse sistema de monocultura iriam deixar marcas ainda mais profundas do que poderiam os primeiros colonizadores ter imaginado.

Nesse artigo vamos estudar então como foi o início da nossa colonização, o que representou a monocultura açucareira para o período e também as transformações sociais que tal espécie de empresa acarretou. Algumas dessas transformações, como a inserção dos negros como escravos nessa sociedade e, portanto vítimas do desprezo social perduram até os dias de hoje. Enganam-se os que pensam que com a abolição da escravatura o negro foi realmente livre. Etimologicamente talvez, mas as amarras são muito mais profundas do que isso. É o que veremos nos parágrafos que seguem.

2 O INÍCIO

Parafraseando os versículos iniciais da Bíblia Sagrada podemos afirmar: “No princípio viu o português a nossa terra, e a terra era sem forma, de atrativos vazia.” Conforme já adiantei na introdução, as três primeiras décadas da nossa história como colônia portuguesa foram décadas de esquecimento por parte da metrópole. Segundo Souza & Sayão (2008), isso se deveu principalmente ao fato de que nesse período Portugal vivia o auge do comércio com o Oriente. Desde que Vasco da Gama havia aberto a rota comercial marítima com o oriente o governo Português se encontrava ocupado demais em mandar expedições comerciais ao dito oriente para que pudesse dar atenção a uma terra aparentemente desprovida das riquezas que enchiam os sonhos dos gananciosos comerciantes e armadores europeus. Soma-se a esse desinteresse o fato de que Portugal era um país pouco populoso à época, tornando inviável que se pudessem formar duas frentes de trabalho, uma no oriente e outra na América. Foi necessário então priorizar uma das duas opções. A opção mais prática era continuar o comércio com os orientais, visto que a rota já estava aberta e gerando lucros incomensuráveis (segundo algumas fontes alcançavam facilmente a casa dos 300%).

Contudo alguns anos depois esse panorama estava mudando. O governo português acordava para a possibilidade de vir a perder sua colônia para corsários estrangeiros que passavam a visitar com demasiada freqüência o nosso litoral. A partir daí o interesse português na colônia cresceu e em 1530 organizou-se a primeira expedição colonizadora. Esta expedição era comandada pelo fidalgo Martin Afonso de Souza. Segundo Souza & Sayão (2008, p. 52):

Apesar da preocupação com as visitas indesejadas de corsários de outras nacionalidades e o medo de perder a posse da terra para os mesmos, este não foi o único fator que levou a organização da expedição. Outros fatores determinaram a concretização desta, são eles:

* O comércio com o oriente entrou em declínio devido aos custos elevados, além da concorrência com os franceses, ingleses e espanhóis;

* Portugal necessitava de novas alternativas para aumentar seus lucros;

* A esperança de se descobrir metais preciosos nas terras brasileiras.

Em outras palavras poderíamos dizer que em trinta anos o Brasil passara de esquecido a fonte de esperanças. Se por um lado não se tinha ainda certeza de que o novo território pudesse oferecer muito mais do que o pau-brasil, já desde o “descobrimento” explorado, havia a esperança de que num futuro próximo essa colônia viesse a substituir razoavelmente a agora saturada rota comercial com o oriente próximo.

Segundo Souza & Sayão (2008) a primeira experiência de vulto em matéria de colonização foi a implantação do sistema de capitanias hereditárias. Esse sistema foi uma tentativa de driblar as dificuldades que Portugal enfrentava, eram elas a falta de recursos e a falta de capital humano para iniciar uma colonização intensa. Nesse sistema o governo português passou à iniciativa privada sua obrigação colonizatória. Esse sistema como se sabe, não vingou. Seja por falta de iniciativa dos donatários, de incentivo do governo, das adversidades impostas pelo território, enfim, apenas duas das quinze capitanias iniciais vieram a prosperar. Eram elas: São Vicente e Pernambuco. O motivo, de acordo com Souza & Sayão (2008) “sempre esteve associado ao cultivo da cana-de-açúcar que prevaleceu desde a sua fundação em ambas as capitanias.” Ainda de acordo com os autores supracitados aos poucos o governo português retomou o controle das capitanias, decretando o fim desse sistema na segunda metade do século XVII.

3 SOBRE A CANA DE AÇÚCAR

De acordo com material publicado no Geocities (2008) cana-de-açúcar é o nome comum de uma planta da família das gramíneas, espécie Saccharum officinarum, originária da Ásia Meridional, cultivada em países tropicais e subtropicais para obtenção do açúcar, do álcool e da aguardente, devido a sacarose contida em seu caule, formado por numerosos nós. Os colmos, caracterizados por nós bem marcados e entrenós distintos, quase sempre fistulosos, são espessos e repletos de suco açucarado. As flores, muito pequenas, formam espigas florais, agrupadas em panículas e rodeadas por longas fibras sedosas, congregando-se em enormes pendões terminais, de cor cinzento-prateada.

Existem diversas variedades cultivadas de cana-de-açúcar, que se distinguem pela cor e pela altura do caule, que atinge entre 3 e 6 m de altura, por 2 a 5 cm de diâmetro, sendo seu plantio ou multiplicação feita, desde a antiguidade, a partir de mudas, também chamadas estacas, já que algumas variedades não produzem sementes férteis. A cana-de-açúcar é cultivada, principalmente, em clima tropical onde se alternam as estações secas e úmidas. Sua floração, em geral, começa no outono e a colheita se dá na estação seca, durante um período de 03 a 06 meses. O Brasil apresenta desde sempre um clima extremamente apropriado para o cultivo dessa planta. Esse foi um dos motivos para ter sido essa a cultura escolhida para dar sustentação ao processo colonizatório. Houve outras razões que veremos no próximo tópico, mas o clima apropriado foi uma premissa importante.

Embora se tenha ensaiado com êxito o uso de várias máquinas para cortar cana, a maior parte da colheita ainda é feita manualmente, em todo o mundo. O instrumento usado para o corte costuma ser um grande machete de aço, com lâmina de 50 cm de comprimento e cerca de 160 cm de largura, um pequeno gancho na parte posterior e cabo de madeira. Na colheita, a cana é abatida cortando-se as folhas com o gancho do machete e dando-se outro corte na parte superior, à altura do último nó maduro. As hastes cortadas são empilhadas e depois recolhidas, manualmente ou com máquinas. Atadas em feixes, são levadas para as usinas, onde se trituram os caules para extração do caldo e posterior obtenção do açúcar. Assim se ainda hoje a principal forma de se fazer a colheita é manualmente, não é de admirar que na época do Brasil Colônia os escravos fossem tão importantes para o sucesso da empreitada.

Ainda de acordo com Geocities (2008) atualmente a cana-de-açúcar é plantada no Sudeste do Brasil, de outubro a março e colhida de maio a outubro, e, no Nordeste, de julho a novembro e colhida de dezembro a maio. É possível afirmar que no período colonial as datas eram as mesmas. No passado, mais especificamente no período colonial o Brasil tornou-se em pouco tempo o maior produtor mundial de açúcar. Segundo Souza & Sayão (2008) em 1628 já se haviam instalado no país cerca de 230 engenhos, o que fez com que a produção do nordeste acabasse ultrapassando 01 milhão de arrobas anuais já em 1637.

Segundo Geocities (2008) a cana-de-açúcar foi introduzida na China antes do início da era cristã. Seu uso no Oriente data da mais remota antiguidade. Foi introduzida na Europa pelos árabes, que iniciaram seu cultivo na Andaluzia. No século XIV, já era cultivada em toda a região mediterrânea, mas a produção era insuficiente, levando os europeus a importarem o produto do Oriente. O que explica a importância que teve o descobrimento da rota marítima de Vasco da Gama. A guerra entre Veneza, que monopolizava o comércio do açúcar, e os turcos levou à procura de outras fontes de abastecimento, e a cana começou a ser cultivada na Ilha da Madeira pelos portugueses e nas Ilhas Canárias pelos espanhóis.

Ainda de acordo com o site Geocities (2008) o descobrimento da América permitiu extraordinária expansão das áreas de cultura da cana-de-açúcar. Diz-se que as primeiras mudas, trazidas da Madeira, chegaram ao Brasil ainda em 1502, e como já temos visto em pouco tempo numerosos engenhos espalhados pelo litoral produziam açúcar de qualidade equivalente ao produzido pela Índia. Incentivado o cultivo pela Metrópole, com isenção do imposto de exportação e outras regalias, o Brasil tornou-se, em meados do século XVII, o maior produtor de açúcar de cana do mundo à época. Perdeu essa posição posteriormente, mas na década de 1970, com o início da produção de álcool combustível, voltou a ser o maior produtor mundial.

4 MAS E DAÍ?

Bom, vamos dar uma recapitulada na história. Os corsários estavam assediando nosso litoral, os governos europeus ameaçando contestar o Tratado de Tordesilhas, Portugal precisando colonizar o novo território para não perdê-lo, a rota comercial com o oriente um tanto quanto saturada, o preço do açúcar subindo cada vez mais, uma colônia com um clima propício para o cultivo da cana-de-açúcar…  Junte a tudo isso o conhecimento que os portugueses tinham no cultivo dessa planta adquirido no arquipélago de Açores e Madeira e o que temos? O início da colonização efetiva tendo como sustentáculo a indústria do açúcar.

Conforme vimos, a primeira tentativa de colonizar o país, as capitanias hereditárias, havia sido um fracasso. O governo português decidiu então utilizar um novo método: a instituição de um Governo Geral. Segundo Souza & Sayão (2008, p. 60) “o estabelecimento de um governo geral iria permitir um maior controle da colônia por parte de Portugal (…) e diminuir o poder dos donatários (…)”. Dessa forma Portugal assegura um domínio maior sobre sua colônia e até por que não dizer, acaba impedindo a posterior fragmentação do território, como ocorreu com a parte espanhola da América Latina.

A lavoura da cana-de-açúcar foi a primeira a ser instalada no Brasil devido a essa série de fatores apresentada no primeiro parágrafo desse tópico. Segundo o site Geocities (2008):

No Nordeste, depois de passar da Mata para o Agreste, migrou para as manchas úmidas do sertão. Desenvolveu-se em dois tipos de organização do trabalho: a grande lavoura voltada para a produção e exportação do açúcar, com o uso extensivo da terra, da mão-de-obra, representando muito no volume de produção do Brasil até mesmo nos dias atuais; e a pequena lavoura, empregando mão-de-obra em reduzida escala voltada para a subsistência do seu proprietário ou para o pequeno mercado regional ou local, de volume de produção insignificante se comparado com a anterior.

Pode-se dizer que no Brasil a cana-de-açúcar deu sustentação ao seu processo de colonização, tendo sido a razão de sua prosperidade nos dois primeiros séculos. Foi na Capitania de Pernambuco, pertencente a Duarte Coelho, onde se implantou e floresceu o primeiro centro açucareiro do Brasil, motivado por três aspectos importantes: a habilidade e eficiência do donatário; a terra e clima favorável à cultura da cana; e a situação geográfica de localização mais próxima da Europa em relação à região de São Vicente (São Paulo), outro centro que se destacou como iniciador de produção de açúcar do Brasil Colonial.

O progresso da indústria açucareira foi espantoso no fim do século XVI. Na Bahia, onde os indígenas haviam destruído os primeiros engenhos, a produção de açúcar começou após 1550. Alagoas, fronteira com Pernambuco, só teve seu primeiro engenho por volta de 1575. Em Sergipe, os portugueses procedentes da Bahia, iniciaram a produção da cana-de-açúcar a partir de 1590. Na Paraíba, a primeira tentativa de introdução da cultura da cana foi em 1579, na Ilha da Restinga, fracassada pela invasão de piratas franceses na região (a implantação definitiva da cultura da cana na Paraíba surgiu com seu primeiro engenho em 1587). No Pará, os primeiros engenhos foram instalados pelos holandeses, possivelmente antes de 1600 (o primeiro engenho português no Pará começou a funcionar entre 1616 e 1618). Tanto no Pará, quanto no Amazonas, os engenhos desviaram sua produção para aguardente, em vez de açúcar. A fabricação de açúcar no Ceará não chegou a ter relevo – começou em 1622, mas logo passou a fabricar aguardente. No Piauí a história identifica que a lavoura de cana foi iniciada por volta do ano de 1678 e, no ano de 1692, registra-se apenas um engenho em atividade no Rio Grande do Norte.

Então, respondendo a pergunta título do tópico podemos dizer que daí em diante o processo de colonização pode ocorrer de forma mais natural, pois já se tinha um motivo, uma razão a lhe dar sustentação. Lembram o porquê do desinteresse no início? Não havia certeza de que lucros adviriam do novo território. Agora era diferente! Lucros cada vez mais vultosos dali poderiam vir. Podemos então dizer que a indústria açucareira no Brasil foi uma empreitada totalmente positiva? Não creio. No outro tópico vamos analisar como funcionava essa estrutura e os defeitos sociais que ela causou e que ainda hoje se fazem sentir em nossa sociedade.

5 A NÃO TÃO DOCE INDÚSTRIA AÇUCAREIRA BRASILEIRA

Conforme visto anteriormente, o cultivo da cana-de-açúcar foi escolhido como base para o processo civilizatório português. E conforme visto também, ainda hoje para o cultivo e principalmente a colheita da cana-de-açúcar a força motriz ainda é o trabalho braçal. Portanto torna-se um processo bastante simples entender que à época foi necessário usar um imenso contingente de mão de obra. Conforme vimos também, a população portuguesa não era lá muito grande. E além do mais o segundo Souza & Sayão (2008), o português não era lá um tipo muito chegado a trabalhar. Qual foi então a saída?

Contratem serviçais!

– Mas isso com certeza, encarecerá por demais a produção!

– É verdade… O que vamos fazer então?!

– Está vendo o que eu estou vendo?

– O quê?

– Olhe ao nosso redor. Quantos milhões de braços fortes têm por aqui. Usaremos os índios!

Desde o início, conforme popularmente se sabe, o índio havia convivido pacatamente com o invasor europeu. Inclusive foi o índio quem cortou as primeiras cargas de pau-brasil carregadas pelos europeus. Aquilo não representava uma ruptura muito grande nos costumes dos aborígenes. Mas para cultivar a cana-de-açúcar a história era diferente. O escambo não funcionava mais, o esforço exigido era grande demais para presentes tão comuns. Conforme se sabe a cultura indígena não prevê produção em massa ou maior do que a que baste para a subsistência. Assim imaginamos que o índio não estava nada satisfeito em trabalhar para os portugueses. De aliados passaram a inimigos. Precisam agora ser escravizados para poderem trabalhar.

Eu considero a escravidão uma das coisas mais abjetas do período. Até onde vai a ganância? Cristãos civilizados que diziam ser considerando índios e negros como sendo seres inferiores, quase como animais, senão ainda menos. Muito triste essa página da nossa história. Amarga. Em livros de história vemos as belas pinturas de Rugendas e Debret sobre a vida no Brasil Colônia. Tem umas que são tão chocantes. Vemos índios e negros trabalhando como animais, puxando os moinhos, colhendo a cana-de-açúcar. Chega a ser revoltante.

Os africanos foram a opção mais prática. Segundo a Wikipédia (2008) “A escravidão esteve presente no continente africano muito antes do início do comércio de escravos com europeus. Desde por volta de 700 d.C., prisioneiros capturados eram vendidos e usados como escravos”. Ainda de acordo com esse site em meados da década de 1470 os portugueses ja comerciavam nos golfos do Benin e freqüentar o delta do rio Níger e os rios que lhe ficavam logo a oeste, negociando principalmente escravos. Quer dizer, da mesma forma que posteriormente viriam a fazer no Brasil explorando o pau-brasil, os portugueses negociavam aquilo que estava mais a mão, no presente caso os escravos. Eram eles a força motriz dos engenhos e das plantações na colônia Brasil.

Segundo Souza & Sayão (2008, p. 84) “ a sociedade açucareira era uma sociedade estanque (…). Existiam basicamente dois grupos sociais: o do senhor de engenho e sua família e o dos seus dependentes agregados e escravos”. Posso afirmar que a grande desigualdade social que ainda hoje existe em nossa sociedade é reflexo dessa forma de colonização que nos foi imposta. Segundo a wikipédia (2008) em termos demográficos, o Brasil foi redesenhado nos três séculos de tráfico de escravos. E é óbvio que a escravidão deixou um legado de inúmeros problemas. O preconceito racial, o desdém pelo estudo da história africana, e até mesmo o desprezo pelo trabalho por aqueles que estão no topo da pirâmide econômica são alguns dos efeitos provocados por essa forma de colonizar portuguesa.

Um outro efeito que podemos destacar e que ainda hoje perdura é a miscigenação. Segundo Souza & Sayão (2008) os colonos portugueses vinham pra cá geralmente sem família e acabavam transformando o engenho numa verdadeira orgia, pois cruzavam seus corpos com as negras e com as índias promovendo então essa miscigenação e gerando o que podemos hoje chamar de povo brasileiro.

6 CONCLUSÃO

 Como podemos concluir esse artigo? Acho que faltou no desenvolvimento destacar outro aspecto do período e eu desejo aproveitar para concluir com ele: a morte. Sabemos que houve grande mortandande infligida aos índios principalmente, que tiveram suas populações dizimadas em poucas décadas; também aos escravos africanos que nunca chegaram a desembarcar tendo morrido pelo caminho e sepultados no mar; aos colonos que morreram nos ataques desesperados dos nativos acossados pelo invasor europeu. Quer dizer, foi uma página sangrenta da história de nosso país. Pouco tendo da doçura que literalmente produzia. A vida só era doce para os senhores de engenho, os traficantes de escravos e os comerciantes e governantes europeus. Mas como a história tradicional é sempre contada sob o prisma dos vencedores e hoje estou me sentindo o mais tradicional dos tradicionalistas, quero afirmar que a colonização do Brasil no período em estudo foi um sucesso inconteste. Foi apenas devido a essa iniciativa que foi possível chegarmos onde hoje chegamos: um país de proporções continentais unido em torno de uma mesma língua e de uma mesma desigualdade ingrata. Contudo resta o consolo de podermos afirmar sobre aquele momento histórico que “Nunca na história desse país se haviam produzido tantas riquezas”. E se nada dessa riqueza ficou por aqui não importa, isso é detalhe. Já que ainda hoje muito da nossa pujança continua a ser explorada pelos gringos, restando migalhas para os brazucas. Anos vão, anos vêm e a herança maldita persiste…

 7 REFERÊNCIAS

Cana de Açúcar. Disponível em <<http://br.geocities.com/atine50/cana/cana.htm>> Acesso em 01 abr. 2008.

Escravidão na África. Wikipédia: A Enciclopédia Livre. Disponível em <<http://pt.wikipedia.org/wiki/Escravid%C3%A3o_na_%C3%81frica>> Acesso em 02 abr. 2008.

SOUZA, Evandro André de; SAYÃO, Thiago Juliano. Caderno de Estudos: História do Brasil colonial. Indaial: Ed. ASSELVI, 2008.

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Sobre Tiago Carpes do Nascimento

Brasileiro, casado, vinte e poucos anos, escritor por obrigação e prazer, professor, curioso, eclético em matéria de música, adora livros e filmes inteligentes (instigantes), cristão, conservador, gosta de política, já sonhou ser presidente do Brasil, presidiu comitê municipal de sigla política, mas a desilusão foi tanta que hoje se contenta apenas em contribuir para a melhoria da educação e para o crescimento vegetativo da população, tendo dado o seu contributo em duas ocasiões.
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8 respostas para A monocultura da Cana-de-Açúcar no Brasil-Colônia

  1. Sophia disse:

    que bestagee , eeu só queriia saber a monocultura da cana de açucar quando voou olhar só aparece essa merdaa, afffffffffsssss

  2. Iuri Finger disse:

    Matéria bem esclarecida sobre nossa colonização. Obrigado por seu compartilhamento.

  3. JÉSSICA PENIEL disse:

    ADOREI, ENFIM CONSEGUIR ME MANTER LENDO UM ARTIGO INTERESSANTE E COM PRAZER. BEM REDIGIDO, BEM ARGUMENTADO, BEM BOM. GOSTARIA SINCERAMENTE DE LER MAIS ARTIGOS ESQUEMATIZADOS ASSIM. PARABENS.

  4. Maria Clara disse:

    Eu gosto e quero saber oque é e a minha pergunta é : Cite os estados onde a monocultura da cana-de-açúcar prevalece

  5. wellinton nogueira de porra disse:

    Nao disse e oq queria

  6. viadao bunito disse:

    Sua explicaçao e boa mas n disse PORRA NENHUMA!!!!!!! do q eu queria

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