Direto do túnel do Tempo: Os Mares

Há algum tempo vinha caminhando pela orla, olhava para dentro de si mesmo

Observava seu mar interior, via ondas, via arrecifes traiçoeiros, via brancas gaivotas coloridas

E com medo olhava para o mar tão ali tão perto, desviando seu olhar de si parecia submergir na normalidade

Mas como diria Caetano “de perto ninguém é normal”, e os abatimentos novamente o acertavam, fazendo acelerar cardíacos batimentos e trazendo à tona verdades existenciais, medos interiores, mares revoltos de sentimentos nostálgicos…

Faz muito tempo eu o vi ali parado.

Faz algum tempo já não o vejo mais parado.

Agita-se, as pernas movem-se, um frenesi suicída, corpo ao mar;

Dois mares que se confundem, o interior se perde na vastidão da externidade marinha até que vazio de vida, um corpo submerso funde-se às moléculas líquidas do mar do Leblon…

28/08/2007  (retirado do meu blog no GloboOnliners que será extinto nesse mês…)

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Sobre Tiago Carpes do Nascimento

Brasileiro, casado, vinte e poucos anos, escritor por obrigação e prazer, professor, curioso, eclético em matéria de música, adora livros e filmes inteligentes (instigantes), cristão, conservador, gosta de política, já sonhou ser presidente do Brasil, presidiu comitê municipal de sigla política, mas a desilusão foi tanta que hoje se contenta apenas em contribuir para a melhoria da educação e para o crescimento vegetativo da população, tendo dado o seu contributo em duas ocasiões.
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