Carro velho


O lado positivo de se ter um carro velho, é que nem o ladrão quer ficar com ele. rs.

Eu tive meu carro furtado da rua em frente a minha casa nessa madrugada. A rua que dá acesso ao meu pátio está em obras há pelo menos três semanas (sendo que falaram que iam levar apenas uma semana…), então precisei estacionar ele na rua mesmo.
Fiquei a semana toda um tanto preocupado com a possibilidade de furto, inclusive na manhã de ontem aparentemente alguém havia forçado a porta do motorista. Mas não dei muita atenção, afinal não há absolutamente nada para ser furtado no interior do veículo. Automóvel pra mim é um mero meio de transporte, então nem aparelho de som instalei.
Assim, não me surpreendi tanto quando nessa manhã não vi o auto lá na rua. Ao que tudo indica fui vítima de um caso fortuito de azar. O ladrão deve ter vindo de Santo Antônio para trazer uma motocicleta que foi furtada lá ontem a noite e na volta precisava de uma carona amiga. Então furtou um veículo, mas o mesmo apresentou problemas justamente na minha rua (um vizinho recorda ter acordado por volta das 4:30 com barulho de carro enguiçado; pela janela viu que se tratava de um Ford Escort que foi depois encontrado abandonado aqui na rua ). Pois bem, provavelmente o problema era grave, pois o ladrão resolveu abandonar o carro uns cinquenta metros abaixo da minha casa. E como o meu estava ali de bobeira acabaram levando ele.
Aí vem toda a burocracia: comunicação de furto, boletim de ocorrência, uma ida até a Policia Argentina… e depois esperar que algo aconteça.
E aconteceu.
Lá pelas 10:00 meu irmão veio buscar-me para irmos a SAS: haviam encontrado o carro abandonado lá pelos lados de Ampére.
Uma viagem curta, mais burocracia, um breve pronunciamento pra um repórter local e voilá já estou com o carro em casa de novo.
Pelo visto o ladrão só precisava de um meio de locomoção para sua residência. Pois nem mesmo mexeram no porta-luvas (onde eu havia esquecido minha pochete com meu revólver, uma caixa de munição e dois mil reais em espécie, SQÑ)…
Como dizem: tudo acaba bem quando tudo acaba bem. Agora é torcer pra que de fato acabem (e logo) o bendito calçamento…

Agradecimentos:
Polícia Militar (BCÃO e SAS), Polícia Civil (SAS), meu irmão Nascimento, minha chefa Angélica e também ao ladrão anônimo que “devolveu” o carro em “perfeitas” condições. Só faltou o bilhetinho.

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PS: lembro de um episódio de “Todo Mundo Odeia o Cris”, onde furtam o carro dele, ele recupera, vende para um ferro-velho cujo dono depois aparece na TV por ter encontrado dinheiro (se não me engano) no porta-malas do carro. Vou lá dar uma olhada pra ver se não é esse o caso também.

PS²: Não achei nada.😦

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CONHECE-TE A TI MESMO


conhece-te a ti mesmmo
Esse aforismo, geralmente atribuído a Sócrates, era na verdade a inscrição da entrada do templo de Apolo em Delfos, por volta do século IV a.C.
Apolo, que entre outros epítetos, era venerado pelos gregos antigos como o deus da beleza, do equilíbrio e da moderação. Ou seja, na visão dos gregos antigos o autoconhecimento era a chave para o equilíbrio, a moderação e a beleza.
Nesse tempo louco em que vivemos, em meio a tanta superficialidade, agitação e preocupação com a imagem pessoal, creio que o conselho do antigo oráculo seja quase uma necessidade para evitar frustrações em nossa busca pela realização pessoal .
Saber quem se é, para só daí definir onde se quer chegar.
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FICÇÃO CIENTÍFICA: tem como não amar?


“é que a televisão me deixou burro, muito burro demais… e agora todas as coisas que eu penso me parecem iguais…” (Os Titãs do iê-iê-iê)

Acabo de reler o livro Fahrenheit 451, que escrito nos anos 1950, antecipou com assustadora precisão, certas atitudes da sociedade contemporânea.
É um clássico da literatura de ficção, quem já leu conhece a história. Quem ainda não leu não quer que eu estrague a surpresa. Então, nada de spoilers, vou só transcrever um comentário (já de vários anos atrás) do autor:

“Escrevendo Fahrenheit 451, eu pensei que estava descrevendo um mundo que talvez “aconteceria” em 4 ou 5 décadas. Mas a algumas semanas atrás, numa noite em Beverly Hills, um casal passou por mim caminhando com seu cachorro. Eu fiquei olhando para eles, absolutamente pasmo. A mulher segurava em uma mão um rádio, em forma e tamanho mais ou menos de um pacote de cigarro, com uma antena balançando. Dele saía um minúsculo cabo de cobre que terminava em um delicado fone em forma de cone ligado na sua orelha direita. E ela ia “voando”, sonâmbula, esquecida do homem e do cão, escutando à novela que tocava no rádio, guiada por seu marido que provavelmente não estava nem aí. Isso não era ficção.” Ray Bradbury

Aí fecho o livro e penso um minuto ou dois na minha própria condição existencial atual… Perturbador.

fahre451

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Crianças brincando na neve


Há mais de 10 anos, no dia 25 de fevereiro de 2005, eu estava em meu quarto de solteiro na antiga casa dos meus pais, compondo uma canção. Uma atividade normal, rotineira, comum na minha adolescência. Essa veio a ser a minha 973ª composição. Nem todas letra & música. A maioria apenas letra. Mas enfim. Essa veio a se chamar A Montanha Nevada.

Havia uma montanha
haviam duas montanhas.
Numa montanha o frio era tão grande
a neve nunca derretia.
Uma neve eterna, como eterno é em seu coração
o não me amar.

Mas um dia o sol
(não dois sóis)
quis iluminar um pouco mais a tal montanha
e derretendo o gelo as crianças puderam brincar.

E se no seu coração um dia o sol do amor raiar
eu poderei, quem sabe, então brincar com você…

Eu sou uma criança que gosta de brincar na neve,
mas crianças que brincam na neve só podem brincar quando há sol.
Eu sou uma criança, eu sou uma criança.
E se eu for uma criança,
mas no seu peito aquela neve
tiver derretido em amor
poderemos beijar-nos de leve.

– E se não for assim que o diabo a leve! Caralho!

Devido minhas filhas curtirem muito o filme Frozen da Disney, acabei lembrando, depois de mais uma das incansáveis exibições caseiras, dessa música que fizera anteriormente (crianças brincando na neve? já vi isso em algum lugar…).
Hoje, coincidentemente, encontrei o caderno onde a escrevi. Tem inclusive a cifra dela, mas não consigo lembrar exatamente como eu a havia imaginado. Creio que tenha alguma fita K7 com uma gravação que fiz a época, em algum lugar por aí…
Interessante que lendo hoje percebo uma série de incoerências. Afinal por que as crianças só podem brincar na neve quando há sol? E gelo derretido não é bem o ideal para brincadeiras (né Olaf?)…
Mas enfim. Dez anos. O tempo passou rápido (ou não).
Preciso achar uns textos onde escrevi como me via no futuro. Nada deve bater com nada. Kkk.

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Eu Te Amo


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Não custava nada dizer “eu te amo”. Nem precisaria ser real, por que não disse?

Não deve ser errado alegrar a noite de alguém. Não precisava ser sincero, era só dizer

Não deve ser pecado cicatrizar um coração ferido. Não precisa ser verdade, imploro: diga

Essa sua maldita integridade emocional.
Qual o problema em iludir meu coração?
Mentiras açucaradas fazem tão bem…

euteamo.euteamo.euteamo.euteamo.euteamo.euteamo.euteamo.euteamo.euteamo.euteamo…

  • it’s been a bad day, please don’t take a picture…
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