A verdade sobre a visita dos ET’s em 14 de outubro 15 10, 2008
Posted by Tiago in ARTIGOS.Tags: 14 de outubro, aliens avistados, avistamento confirmado, et's em 14 de outubro, teoria da conspiração, vídeo conta a verdade, verdade escondida, visita de ets, visita dos ET's
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Eles vieram… Mas alguém tá escondendo a verdade…
Bom, é o que esse print quer nos levar a concluir:
Eu catei isso no pudim de beterraba. Agora acredite quem quiser.
Eu sigo com a minha opinião!
Acho que hoje houve uma série de “avistamentos” porque todo mundo ficou olhando pro céu feito bobos, aí como é de se esperar alguma coisa teria de ser vista, por isso esse monte de aparições. Pra mim ilusões de ótica combinadas com a vontade de ver “alguma coisa”. Aí deu nisso…
Mas me digam, os et’s não tinham dito que seria uma aparição incontestável? Cadê ela?????
Sobre a visita dos ET’s 10 10, 2008
Posted by Tiago in ARTIGOS.Tags: 14 de outubro, alienígenas, carl sagan, cosmos, ET's, Extraterrestres, independence day, sistema solar, UFO, visita de ets
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Recentemente saiu em sites de notícias uma nota sobre a suposta chegada de uma nave alienígena no nosso planeta, marcada para o dia 14 de outubro. Você confere essa notícia clicando aqui.
Eu gostaria de perguntar: será que isso é mesmo possível? De início não quis duvidar, mas procurei encontrar referências que comprovassem o tal “fato”. O resultado da minha pequena pesquisa me levou a escrever esse artigo pra quem sabe, desmistificar essa notícia citando alguns argumentos básicos.Vamos a eles.
Sabemos que a luz é a “coisa” que se move mais rapidamente na universo, não há nada que exceda a sua velocidade, que é de aproximadamente de 300 mil quilômetros por segundo e também não há ainda nada que consiga se aproximar dessa velocidade. As melhores velocidades já alcançadas por qualquer artefato humano são as das espaçonaves Voyager 1 e 2, que se afastaram de nós a cerca de 56 mil quilômetros por hora. O que convenhamos, para distâncias cósmicas é muuuuuuuuuuuuuuuito pouco. São regrinhas básicas que valem tanto aqui na Terra como em todo o universo.
O segundo ponto que precisamos avaliar então além da velocidade em que viajam é o ponto de onde eles teoricamente vão partir (ou partiram). Muitas pessoas tem uma idéia errada do nosso universo. Todos sabemos que ele é enorme, talvez seja infinito, ninguém sabe, mas o fato é que ele é muito grande. O sistema solar por exemplo, se os livros de ciências da escola fossem representá-lo na escala correta ele ocuparia cerca de 2,5 quilômetros de comprimento. Sim. Isso mesmo. E a Terra deveria estar reduzida ao diâmetro aproximado de uma ervilha, Júpiter estaria a mais ou menos 300 metros da Terra e o que antes era conhecido como planeta Plutão ficaria a 2,5 Km de distância (e teria o tamanho aproximado de uma bactéria, de modo que nem o veríamos). Portanto o nosso sistema solar é enorme. Se a gente fosse até onde está Plutão, nós estariamos tão distantes do sol que ele teria o tamanho de uma cabeça de alfinete. E mesmo que fossemos tão longe, não estaríamos ainda perto do fim do nosso sistema. Apesar de até pouco tempo Plutão ser o último objeto mostrado nos diagramas da escola, o sistema não acaba ali. Há um vasto domínio celestial de cometas, que é conhecido pelos astrônomos como Nuvem de Oort. E dizem que é mais ou menos nessa região que o sistema solar termina. E esse local fica muito distante daqui. A unidade de medida básica no sistema solar é a UA (unidade astrônomica) que representa a distância do Sol até a Terra. O núcleo da Nuvem de Oort fica a cerca de 50 mil UAs, ou seja é super longe!
Bom, o nosso vizinho mais próximo é a Próxima Centauro, parte de um aglomerado de estrelas conhecidas como Alfa Centauro, que está a cerca de 4,3 anos-luz de distância. Um salto modesto em termos galáticos, mas mesmo assim 100 milhões de vezes mais longe do que uma viagem à Lua. Uma nave espacial levaria pelo menos 25 mil anos para chegar lá. Alcançar o próximo marco importante, Sirius, exigiria mais 4,6 anos-luz de viagem. E assim sucessivamente, a distância média entre as estrelas é de 32 trilhões de quilômetros. Mesmo em velocidades próximas da velocidade da luz, são distâncias assustadoras para qualquer viajante. Claro que é possível que extraterrestres viajem bilhões de quilômetros para se divertir formando círculos de megálitos em Wiltshire ou se exibindo nos céus mexicanos, mas convenhamos, parece improvável não é mesmo?
Outro ponto que devemos salientar é que não existem meios de saber se existem outras civilizações por aí. Na década de 1960, um professor americano chamado Frank Drake, elaborou uma equação famosa para calcular as chances de existência de vida avançada no cosmo. Pela chamada Equação de Drake é possível que existam milhares de outras civilizações avançadas por aí, mas dada a extensão do espaço, calcula-se que a distância média entre quaisquer duas dessas civilizações seja no mínimo de duzentos anos-luz, o que é bem mais do que parece. Pra início de conversa, ainda que aqueles seres saibam que estamos aqui e que consigam nos enxergar em seus telescópios, estão observando a luz que deixou a Terra a 200 anos atrás. Portanto, não estão vendo você e eu. Eles estão vendo a Revolução Francesa e Thomas Jefferson e gente com meias de seda e perucas empoadas – gente que nem sequer sabe o que é um átomo ou um gene, e que acha divertido produzir eletricidade esfregando uma haste de âmbar numa pele de animal. Qualquer mensagem que recebermos deles nos tratará de “Vossa Alteza” e elogiará a beleza de nossos cavalos e o domínio da tecnologia do óleo de baleia. Duzentos anos-luz é uma distância que está bem além da nossa compreensão!
Portanto, ainda que não estejamos realmente sozinhos, para todos os fins práticos estamos. O famoso astrônomo Carl Sagan calculou que o número de planetas prováveis em todo o universo seria de 10 bilhões de trilhões – um número muito além da imaginação. Mas igualmente além da imaginação é a quantidade de espaço no qual eles estão dispersos. ” Se fôssemos inseridos aleatoriamente no universo”, escreveu Sagan, “as chances de estarmos num planeta ou perto de um deles seriam inferiores a uma em 1 bilhão de trilhão de trilhões” (isto é 10 elevado a 33ª potência, ou 1 seguido de 33 zeros). “Os mundos são preciosos.”
E agora me digam se ainda assim é possível acreditar em uma australiana que canaliza os bons fluidos cósmicos. Aceito comentários…
As informações citadas foram extraídas dos livros: Cosmos, de Carl Sagan e Breve História de Quase Tudo de Bill Bryson.
