Monólogo de Rapaz Desencaminhado 25 08, 2009
Posted by Tiago in VERSOS.Tags: Belchior, medo, monólogo, VERSOS, vida
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Nada tenho a dizer
Só um monólogo de coisas
belas e tristes
doces e amargas
Bahias & Goiás.
Eu estou com medo
De que não haja uma razão na vida
Morro de medo que a vida passe sem que eu veja
sem que eu possa viver de fato
mas deixe estar
se essa vida passa
“mando buscar outra lá no Piauí”!
Saio pela manhã em busca do pão
Sai de baixo porque Deus está vendo tudo
E a vida é dura pra quem não gosta de acordar
Faço campanha anti-guerra
Faço companhia pra quem apanha
Tá faltando emprego e eu aqui
Saindo cedo em busca do pão
Minhas vidas entrecuzadas
Como meus dedos
Vão se eles ficam os anéis
Que bom que seria se eu fosse
Se fosse embora dessa vida
Vou voltar pra casa no fim do dia
Saí cedo de manhã
Faço companhia pra quem não quer nada com nada
Ensino aos porcos como chafurdar no lodaçal
E estou feliz, mas tenho medo
Medo de morrer e não marcar
Medo de passar e nada ficar
Medo
Me dê um dedo
Preciso de uma mão
Me dê o braço todo
Me dê seu corpo todo
Quero uma noite só consigo
Só com seu corpo
Meu monólogo
E um sorriso de rapaz novo desencaminhado…
Tendências Suicidas 01 05, 2009
Posted by Tiago in VERSOS.Tags: coisa de emo, emo, morte, preciso deixar de ser emo, quero ser emo, sou emo, suicídio, VERSOS
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04/11/2007 (retirado do meu blog no GloboOnliners que será extinto nesse mês…)
Eu cheguei ao ponto de explodir.
Estou até aqui com tudo que até agora vivi.
Essa angústia.
Esse final infeliz.
Um filme de suspense que no fundo nada diz.
Eu não sei quem vai me impedir;
De puxar o gatilho
E em minha vida por um fim.
A paz eu nunca tive.
Tétrico sempre andei.
Quem se importaria
Com meu fúnebre final?
O vento continua a soprar.
Como é fria a aragem dessa noite de verão…
Como é feia a cidade vista por olhos que se vão…
O vento continua a soprar.
Vejo lá no leste o sol querendo o baile recomeçar.
Vejo lá embaixo o chão como uma mão que acena ternamente a me chamar.
E não há ninguém pra impedir!
Vou ver oito andares passando rápido perto de mim.
Vou me atirar da janela do meu oitavo andar…
E se alguém vier e porventura me impedir;
Eu não desisto.
Existem outros dias.
Existe um gatilho que me pede: Prima-me…
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Quebrar o Gelo (Túnel do Tempo) 01 05, 2009
Posted by Tiago in VERSOS.Tags: fogo em gelo, gelo, poema, quebra gelo, VERSOS
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Pra quebrar o gelo não basta ser legal. Não basta sorrir. Nem falar bastante. Pra quebrar o gelo não existem fórmulas. Não existem mantras. Nem kits fáceis de usar. Quebrar o gelo é uma questão de hábito. Você não aprende. Ou sabe ou não sabe. Eu não sei quebrar o gelo… Frio… Frio… Frio…
11/10/2007 (retirado do meu blog no GloboOnliners que será extinto nesse mês…)