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Ainda sobre a visita dos ET’s 13 10, 2008

Posted by Tiago in ARTIGOS.
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No artigo anterior eu citei alguns dados interessantes que teoricamente serviriam para refutar a veracidade da visita dos aliens.

Recebi vários comentários e alguns dizendo que meus argumentos não são de todo válidos. Nesse novo artigo vou tentar então responder algumas das perguntas que surgiram e tentar ser um pouco mais específico.

Algumas pessoas dizem que a nossa tecnologia não deve ser parâmetro para comparar com os aliens. Bom, em primeiro lugar acho que se os tais ET’s realmente existem eles devem ser parecidos conosco. Não digo tanto na estrutura física em si, mas pelo menos na composição biológica. A vida é uma singularidade. Apenas em determinadas condições pré-bióticas a vida poderia surgir. Isso acaba nos levando a conclusão de que se houver mesmo vida em outros planetas ela deve ser parecida com a nossa.

Assim os extraterrestres não poderiam por certo viverem duzentos anos, como alguns citaram nos comentários…

As descobertas físicas e químicas humanas apontam que o Universo obedece a determinadas leis. Essas leis, como já disse anteriormente, servem tanto aqui como lá nos demais planetas. Assim por exemplo de acordo com a moderna física teórica, toda radiação eletromagnética, incluindo a luz visível, se propaga (ou move) no vácuo a uma velocidade constante, chamada de velocidade da luz, que é uma constante da Física, representada por c. É também a velocidade de propagação da atração gravitacional, na teoria geral da relatividade. Logo é de se supor que os aliens sejam quais forem não conseguirão desenvolver uma tecnologia que consiga os mover a velocidades acima de c. Há os mistícos que defendem viagens por meios sobrenaturais ou paranormais. Aí é uma outra história, envolve fé, misticismo e o objetivo aqui não é abrir discussão nessa área, mas sim se ater ao que a ciência já tem postulado.

No ano passado houve a descoberta de uma super-terra que fica a 20,5 anos-luz da Terra. Parece uma distância pequena, mas é inviável que cheguemos lá linearmente. E como acredito que as teorias que surgem que procuram curvar o espaço-tempo, viajar através de portais tridimensionaise afins me parecem mais místicas do que científicas, sou obrigado a pensar que se houvesse uma civilização avançada nessa super-terra eles não poderiam nos alcançar pelos meios convencionais. E como não acredito haverem outros meios, ELES NÃO CONSEGUIRIAM NOS VISITAR.

Acho que eu poderia resumir o artigo da seguinte forma:

Os alienígenas, se existirem, terão uma constituição biológica semelhante à nossa e estarão sujeitas às regras físicas gerais do universo, não se movem de outra forma que não seja a linear e a velocidades inferiores á da luz. Da mesma forma, eles estarão tão distantes de nós que não poderiam nunca vir nos fazer uma visita como o vídeo divulgado sugere.

Ah, e outra coisa. No vídeo diz que a nave terá duas mil milhas de diâmetro. Se isso realmente entrar na nossa atmosfera não vai acabar torrando tudo com seus motores lumínicos super potentes? Por via das dúvidas amanhã usarei filtro solar…

Sobre a visita dos ET’s 10 10, 2008

Posted by Tiago in ARTIGOS.
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Recentemente saiu em sites de notícias uma nota sobre a suposta chegada de uma nave alienígena no nosso planeta, marcada para o dia 14 de outubro. Você confere essa notícia clicando aqui.

Eu gostaria de perguntar: será que isso é mesmo possível? De início não quis duvidar, mas procurei encontrar referências que comprovassem o tal “fato”. O resultado da minha pequena pesquisa me levou a escrever esse artigo pra quem sabe, desmistificar essa notícia citando alguns argumentos básicos.Vamos a eles.

Sabemos que a luz é a “coisa” que se move mais rapidamente na universo, não há nada que exceda a sua velocidade, que é de aproximadamente de 300 mil quilômetros por segundo e também não há ainda nada que consiga se aproximar dessa velocidade. As melhores velocidades já alcançadas por qualquer artefato humano são as das espaçonaves Voyager 1 e 2, que se afastaram de nós a cerca de 56 mil quilômetros por hora. O que convenhamos, para distâncias cósmicas é muuuuuuuuuuuuuuuito pouco. São regrinhas básicas que valem tanto aqui na Terra como em todo o universo.

O segundo ponto que precisamos avaliar então além da velocidade em que viajam é o ponto de onde eles teoricamente vão partir (ou partiram). Muitas pessoas tem uma idéia errada do nosso universo. Todos sabemos que ele é enorme, talvez seja infinito, ninguém sabe, mas o fato é que ele é muito grande. O sistema solar por exemplo, se os livros de ciências da escola fossem representá-lo na escala correta ele ocuparia cerca de 2,5 quilômetros de comprimento. Sim. Isso mesmo. E a Terra deveria estar reduzida ao diâmetro aproximado de uma ervilha, Júpiter estaria a mais ou menos 300 metros da Terra e o que antes era conhecido como planeta Plutão ficaria a 2,5 Km de distância (e teria o tamanho aproximado de uma bactéria, de modo que nem o veríamos). Portanto o nosso sistema solar é enorme. Se a gente fosse até onde está Plutão, nós estariamos tão distantes do sol que ele teria o tamanho de uma cabeça de alfinete. E mesmo que fossemos tão longe, não estaríamos ainda perto do fim do nosso sistema. Apesar de até pouco tempo Plutão ser o último objeto mostrado nos diagramas da escola, o sistema não acaba ali. Há um vasto domínio celestial de cometas, que é conhecido pelos astrônomos como Nuvem de Oort. E dizem que é mais ou menos nessa região que o sistema solar termina. E esse local fica muito distante daqui. A unidade de medida básica no sistema solar é a UA (unidade astrônomica) que representa a distância do Sol até a Terra. O núcleo da Nuvem de Oort fica a cerca de 50 mil UAs, ou seja é super longe!

Bom, o nosso vizinho mais próximo é a Próxima Centauro, parte de um aglomerado de estrelas conhecidas como Alfa Centauro, que está a cerca de 4,3 anos-luz de distância. Um salto modesto em termos galáticos, mas mesmo assim 100 milhões de vezes mais longe do que uma viagem à Lua. Uma nave espacial levaria pelo menos 25 mil anos para chegar lá. Alcançar o próximo marco importante, Sirius, exigiria mais 4,6 anos-luz de viagem. E assim sucessivamente, a distância média entre as estrelas é de 32 trilhões de quilômetros. Mesmo em velocidades próximas da velocidade da luz, são distâncias assustadoras para qualquer viajante. Claro que é possível que extraterrestres viajem bilhões de quilômetros para se divertir formando círculos de megálitos em Wiltshire ou se exibindo nos céus mexicanos, mas convenhamos, parece improvável não é mesmo?

Outro ponto que devemos salientar é que não existem meios de saber se existem outras civilizações por aí. Na década de 1960, um professor americano chamado Frank Drake, elaborou uma equação famosa para calcular as chances de existência de vida avançada no cosmo. Pela chamada Equação de Drake é possível que existam milhares de outras civilizações avançadas por aí, mas dada a extensão do espaço, calcula-se que a distância média entre quaisquer duas dessas civilizações seja no mínimo de duzentos anos-luz, o que é bem mais do que parece. Pra início de conversa, ainda que aqueles seres saibam que estamos aqui e que consigam nos enxergar em seus telescópios, estão observando a luz que deixou a Terra a 200 anos atrás. Portanto, não estão vendo você e eu. Eles estão vendo a Revolução Francesa e Thomas Jefferson e gente com meias de seda e perucas empoadas – gente que nem sequer sabe o que é um átomo ou um gene, e que acha divertido produzir eletricidade esfregando uma haste de âmbar numa pele de animal. Qualquer mensagem que recebermos deles nos tratará de “Vossa Alteza” e elogiará a beleza de nossos cavalos e o domínio da tecnologia do óleo de baleia. Duzentos anos-luz é uma distância que está bem além da nossa compreensão!

Portanto, ainda que não estejamos realmente sozinhos, para todos os fins práticos estamos. O famoso astrônomo Carl Sagan calculou que o número de planetas prováveis em todo o universo seria de 10 bilhões de trilhões – um número muito além da imaginação. Mas igualmente além da imaginação é a quantidade de espaço no qual eles estão dispersos. ” Se fôssemos inseridos aleatoriamente no universo”, escreveu Sagan, “as chances de estarmos num planeta ou perto de um deles seriam inferiores a uma em 1 bilhão de trilhão de trilhões” (isto é 10 elevado a 33ª potência, ou 1 seguido de 33 zeros). “Os mundos são preciosos.”

E agora me digam se ainda assim é possível acreditar em uma australiana que canaliza os bons fluidos cósmicos. Aceito comentários…


As informações citadas foram extraídas dos livros: Cosmos, de Carl Sagan e Breve História de Quase Tudo de Bill Bryson.

Fiz um novo post pra tentar clarear algumas coisas que não ficaram bem claras aqui. http://eudesenholetras.wordpress.com/2008/10/13/ainda-sobre-a-visita-dos-ets/