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Fênix: A Eternidade 01 05, 2009

Posted by Tiago in VERSOS.
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04/11/2007  (retirado do meu blog no GloboOnliners que será extinto nesse mês…)

Essa foto é espetacular. Idéia genial de meu amigo Marcos Paulo, fiel leitor não cadastrado desse blog.

Um carro passa na rua. Não para, apenas passa. Os passageiros me olham. Sou um pássaro. Exótico, um delírio ótico, a um passo da eternidade. Um segundo passa num átimo. No ínfimo instante que dura o tempo em que um segundo carro na rua passa. E a esse segundo que vai, já não sou eu um pássaro, mas um solitário saltimbanco a procura de prazer. Provei a vida pra ver que gosto tinha, virei a tina da vida e não encontrei uma gota sequer de nexo. Ela pede se quero sexo, eu peço um trocado, em troca toco um canto pequeno de rima incerta, valor impreciso (quem precisa de precisão?), mas de profunda melancolia. Eu lhe toco a alma enquanto toco esse meu canto, e enquanto canto, lhe evoco os mais fúteis sentimentos voláteis.
Fugaz, pueril, prosaico. Já fui pássaro, já fui homem, já fui sentimento, já fui lixo. Fui pra rua, vi os carros, senti medo, senti paz. Hoje tudo passou, pois tudo passa; como os carros com seus passageiros.
A vida é de um toque matreiro, um canto incerto, um pássaro ligeiro, um saltimbanco estrangeiro, e passa. Ah, e como a vida passa…
Já fui pássaro, já voei, já passei. Já cantei, já voltei, e hoje eu sei: Não foi perdido o tempo que por aí andei. A vida passa. Ela um dia termina. Quando? Eu não sei. Mas eu vivo, enquanto der, enquanto durar esse segundo incerto, essa felicidade desconexa, esse leve suspirar, esse instante ínfimo, tão curto: eternidade.

Quase uma semana… 01 05, 2009

Posted by Tiago in VARIEDADES.
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Fiquei quase uma semana afastado dos amigos do GO. Mas senti saudades e voltei… hehe…  A vida anda corrida aqui no sul. Ainda mais que minhas férias acabaram…
Mas não é sobre isso que eu quero escrever. Quero falar exatamente sobre essa passagem do tempo. Uma semana passou, mas eu não vi mudanças.
As notícias são outras, o conteúdo é o mesmo.
As manchetes são outras, mudaram os personagens. Mas o teor é o mesmo.
O terror é o mesmo. A desesperança é grande. O futuro é nebuloso, um mistério insondável, como sempre foi.
Lembro de uma frase de Humberto Guessinger: “O último dia de dezembro é sempre igual ao primeiro de janeiro”.
Estive no aniversário de uma amiga minha no final da semana passada. Ela completou dezoito anos, estava o mês inteiro fazendo uma contagem regressiva. A gente entrava no MSN e lá estava o nick dela: Faltam 25 dias!! Faltam 24 dias!! Faltam 23 dias!! e por aí vai. Até que o dia tão esperado chegou.
Aí no sábado eu perguntei à ela o que havia mudado. Ela sorriu e disse que se sentia a mesma… Sim, meus caros. Nada muda… Vivemos numa nova idade média. Mudanças? Várias, mas eu não percebi nenhuma agora…
O que os historiadores do futuro dirão de nós???

20/09/2007  (retirado do meu blog no GloboOnliners que será extinto nesse mês…)


Stand-By 18 04, 2009

Posted by Tiago in VERSOS.
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Um texto escrito paraRafaela. Um texto pra ser lido no fim do ano que vem. Um texto pra ser lido após minuciosa olhadela na obra “Breve História do Tempo” do Stephen Hawking. Um texto, enfim. Apenas um texto… As noites que passei ouvindo o que jurei não mais procurar; em que escrevia essas bobagens que agora lês; Naquelas noites eu não sabia, não poderia saber que o futuro seria exatamente esse que estamos a viver. O tempo é apenas uma das pernas com as quais a vida corre. Então não sabia, como talvez ainda não saiba como se move o universo em suas quatro dimensões, mas já desconfiava que mesmo se houvesse uma teoria unificada, pouco ou nada a nossa vida mudaria. Eu já desconfiava… Mas naquelas noites eu só pensava na sua ausência e em como tão longe de mim permanecias. Mesmo que houvessem apenas duas dimensões estavas longe; e por um tempo longo demais pra suportar. Naquelas noites eu sonhava você. E nos dias delas eu procurava um sentido encontrar. Eu via as estrelas, lembrava beijos que não chegará a lhe dar e a ansiedade me dominava; naquelas noites. E eu não sabia que o futuro seria o que agora é. Se eu pudesse isolar cada elemento poderia talvez calcular, mas como mensurar sua falta, minha ansiedade, nosso amor comum??? Não haviam Einsteins, nem Newtons ou Galileos. Naquelas noites meu coração era apenas seu. O tempo tecia sua história breve ou longa (tanto faz), mas alheio a tudo eu seguia, sem saber ao certo o que poderia esperar de um novo ano que hoje já se foi… Espaço. Tempo. Vida em 3D. Minha cabeça, naquelas noites, não comportava tanta ansiedade… Pessoas me chamavam, me usavam para lucros obterem. Seres celestes por certo riam, se compadeciam da ingênuidade minha. Ah, aquelas noites… Os cones invertidos se afastando do ponto original. Eu não sabia; não tinha como saber. Meu coração já não batia; Aguardava seu retorno…

26/12/2007 (Retirado do meu blog no GloboOnliners, que será extinto nesse mês.)