Tendências Suicidas 01 05, 2009
Posted by Tiago in VERSOS.Tags: coisa de emo, emo, morte, preciso deixar de ser emo, quero ser emo, sou emo, suicídio, VERSOS
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04/11/2007 (retirado do meu blog no GloboOnliners que será extinto nesse mês…)
Eu cheguei ao ponto de explodir.
Estou até aqui com tudo que até agora vivi.
Essa angústia.
Esse final infeliz.
Um filme de suspense que no fundo nada diz.
Eu não sei quem vai me impedir;
De puxar o gatilho
E em minha vida por um fim.
A paz eu nunca tive.
Tétrico sempre andei.
Quem se importaria
Com meu fúnebre final?
O vento continua a soprar.
Como é fria a aragem dessa noite de verão…
Como é feia a cidade vista por olhos que se vão…
O vento continua a soprar.
Vejo lá no leste o sol querendo o baile recomeçar.
Vejo lá embaixo o chão como uma mão que acena ternamente a me chamar.
E não há ninguém pra impedir!
Vou ver oito andares passando rápido perto de mim.
Vou me atirar da janela do meu oitavo andar…
E se alguém vier e porventura me impedir;
Eu não desisto.
Existem outros dias.
Existe um gatilho que me pede: Prima-me…
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Preciso deixar de ser EMO II 19 09, 2008
Posted by Tiago in PROSA.Tags: como virar emo, emo, emocore, preciso deixar de ser emo
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Aguardem para breve aqui nesse post mais um texto falando sobre o incrível mundo Emo.
Atendendo a inúmeros e-mails mostrarei nesse post como fazer para se tornar um Emo.
Aguardem!
Crédito da imagem: http://www.aquitemgifs.kit.net/emo/gifs_de_emo_09.jpg
Preciso deixar de ser EMO 19 06, 2008
Posted by Tiago in PROSA.Tags: adolescência, emo, fase de crescimento, fase de transição, preciso deixar de ser emo
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Passara a tarde ouvindo NX Zero no quarto trancado. Havia uma maçã em cima da cômoda, um revólver na gaveta do guarda-roupas e ele estava em dúvida do que pegaria primeiro. Na sua mente mil pensamentos loucos giravam. O sujeito deles todos era uma garota. A sua garota. Passava a primeira temporada longe dela. Apenas uma semana, mas estava sendo angustiante. O ciúme, tal qual uma imensa mão gelada lhe apertava o coração. Pensava na sua bela dama longe dele, perto de outro garoto, um garoto que era também apaixonado por ela. Era mesmo de enlouquecer, mas ele precisava confiar nela, confiar que o amor que nutriam um pelo outro era mais forte que qualquer desejo passageiro. Precisava desesperadamente acreditar nisso. Do contrário acabaria se decidindo pela arma…
O telefone na mesinha de cabeceira parecia chama-lo. Mas ele não iria ligar pra ela de novo, não fazia nem uma hora da última ligação. Não queria correr o risco de externar sua preocupação, sua agonia, seu ciúme. Quem sabe ela não o achasse um chato, pé-no-saco e o mandasse embora? Aí sim não haveria outra opção, abriria a gaveta e empunharia o revólver, pela última vez. Nunca acreditou muito nesse lance de matar por amor, isso pra ele era loucura, mas agora tudo parecia tão próximo, tão racional, tão viável. Quase dava razão ao rapaz que vira na televisão matando a ex-namorada e o atual parceiro desta. Quase dava razão. Quase. Apenas seu veneno era outro. Não conseguiria matar sua amada. Sua única alternativa seria colocar o cano frio na própria boca e premir o gatilho.
A tarde corria lépida e a angústia na cabeça do moço aumentava. Imaginava ela conversando com o rival. Ele sorrindo pra ela. Ela rindo de alguma piadinha dele. Isso não podia continuar. Todo o seu corpo tremia com o frio da tarde de outono e com a urgente necessidade de tomar uma decisão. A maçã seguia intacta, a gaveta continuava fechada. O que fazer? A sua indecisão frente a maçã e o revólver tinha uma razão de ser. Educado sob a ética protestante tinha medo do inferno. Ouvira um pastor definir o inferno como a materialização ad eternum dos medos de cada um. Não seria agradável viver o resto da eternidade sentindo esse ciúme odioso consumindo sua alma. Não seria capaz de se entregar a isso se houvesse ainda uma outra opção. E havia.
Com um movimento brusco o rapaz afasta uma mecha de cabelo que lhe cai sobre os olhos e pega a maçã. Após a primeira mordida vem a compreensão e a conclusão final. Preciso crescer…

