Fênix: A Eternidade 01 05, 2009
Posted by Tiago in VERSOS.Tags: mudanças, pássaros, Poesia, tempo
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Essa foto é espetacular. Idéia genial de meu amigo Marcos Paulo, fiel leitor não cadastrado desse blog.
Um carro passa na rua. Não para, apenas passa. Os passageiros me olham. Sou um pássaro. Exótico, um delírio ótico, a um passo da eternidade. Um segundo passa num átimo. No ínfimo instante que dura o tempo em que um segundo carro na rua passa. E a esse segundo que vai, já não sou eu um pássaro, mas um solitário saltimbanco a procura de prazer. Provei a vida pra ver que gosto tinha, virei a tina da vida e não encontrei uma gota sequer de nexo. Ela pede se quero sexo, eu peço um trocado, em troca toco um canto pequeno de rima incerta, valor impreciso (quem precisa de precisão?), mas de profunda melancolia. Eu lhe toco a alma enquanto toco esse meu canto, e enquanto canto, lhe evoco os mais fúteis sentimentos voláteis.
Fugaz, pueril, prosaico. Já fui pássaro, já fui homem, já fui sentimento, já fui lixo. Fui pra rua, vi os carros, senti medo, senti paz. Hoje tudo passou, pois tudo passa; como os carros com seus passageiros. A vida é de um toque matreiro, um canto incerto, um pássaro ligeiro, um saltimbanco estrangeiro, e passa. Ah, e como a vida passa…
Já fui pássaro, já voei, já passei. Já cantei, já voltei, e hoje eu sei: Não foi perdido o tempo que por aí andei. A vida passa. Ela um dia termina. Quando? Eu não sei. Mas eu vivo, enquanto der, enquanto durar esse segundo incerto, essa felicidade desconexa, esse leve suspirar, esse instante ínfimo, tão curto: eternidade.
Quase uma semana… 01 05, 2009
Posted by Tiago in VARIEDADES.Tags: inércia, manchetes, mudanças, nada muda, passatempo, tempo
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Fiquei quase uma semana afastado dos amigos do GO. Mas senti saudades e voltei… hehe… A vida anda corrida aqui no sul. Ainda mais que minhas férias acabaram…
Mas não é sobre isso que eu quero escrever. Quero falar exatamente sobre essa passagem do tempo. Uma semana passou, mas eu não vi mudanças.
As notícias são outras, o conteúdo é o mesmo.
As manchetes são outras, mudaram os personagens. Mas o teor é o mesmo.
O terror é o mesmo. A desesperança é grande. O futuro é nebuloso, um mistério insondável, como sempre foi.
Lembro de uma frase de Humberto Guessinger: “O último dia de dezembro é sempre igual ao primeiro de janeiro”.
Estive no aniversário de uma amiga minha no final da semana passada. Ela completou dezoito anos, estava o mês inteiro fazendo uma contagem regressiva. A gente entrava no MSN e lá estava o nick dela: Faltam 25 dias!! Faltam 24 dias!! Faltam 23 dias!! e por aí vai. Até que o dia tão esperado chegou.
Aí no sábado eu perguntei à ela o que havia mudado. Ela sorriu e disse que se sentia a mesma… Sim, meus caros. Nada muda… Vivemos numa nova idade média. Mudanças? Várias, mas eu não percebi nenhuma agora…
O que os historiadores do futuro dirão de nós???
20/09/2007 (retirado do meu blog no GloboOnliners que será extinto nesse mês…)
O NOVO PAPEL DO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO 17 10, 2008
Posted by Tiago in ARTIGOS.Tags: educação, fordismo, mudanças, novos paradigmas, novos tempos, papel da escola, papel do professor, professor, softwares educacionais, taylorismo, toyotismo, trabalho de escola, trabalho de faculdade
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Segundo Kienen (2008) a presente Era apresenta uma evolução em todos os sentidos na moderna sociedade ocidental. Desde os costumes aos anseios do cidadão, passando pelo conceito de trabalho e emprego, conceito esse que teve uma mudança marcante durante a revolução industrial e que logo se constituiu em paradigma dominante. Houve nessa mudança, fases importantes quais sejam o Fordismo, o Taylorismo e mais atualmente o Toyotismo. Nesse artigo a escola é apresentada como uma instituição importante da sociedade e, portanto um dos instrumentos mais atuantes no sentido de levar á população a entender e aceitar o novo paradigma socioeconômico que se apresenta. Nesse sentido vamos contextualizar a figura do professor, enquanto sujeito docente para entendermos qual está sendo o seu papel nessa nova conjunção social.
Segundo Kienen (2008) a Revolução Industrial possibilitou a potencialização da força de trabalho e isso pôs a prova as relações e os modos de produção. E o conseqüente desenvolvimento tecnológico, apesar de ter seu início na Inglaterra no século XVIII, estava disseminado por toda a Europa já no século XIX. Após a segunda guerra mundial o paradigma trabalhista entrou numa nova fase. Segundo Kienen (2008) a cara dessa época estava ligada a disseminação da energia elétrica e ao desenvolvimento dos meios de transportes e dos recursos de locomoção. E hoje, no que Kienen (2008) considera um período pós-contemporâneo as novas tecnologias novamente provocam mudanças conceituais e estruturais. Basta ver que as tecnologias de computação e telecomunicação, por exemplo, estão modificando as relações econômicas e sociais entre empresas, governos, sociedades, culturas e mesmo sobre os indivíduos de um modo bem pessoal mesmo. O que se pode concluir disso é que um novo período da História começa a se esboçar em nossos dias.
Ainda segundo Kienen (2008) as modernas sociedades ocidentais foram entendidas como sociedades do trabalho, onde o trabalho ocupa o lugar mais importante nos processos sociais, nas relações e também nas transformações macro-estruturais. Como é de se esperar num caso assim, a escola por estar dentro desse sistema, acaba sendo uma ferramenta importante na disseminação desse paradigma. Não convém aqui relatar as diferentes mudanças que ocorreram nas políticas educacionais para acomodar as mudanças que ocorreram, devido a complexidade do tema. Vamos, contudo tentar a partir daqui esboçar qual deva ser a próxima mutação da instituição escolar e mais especificamente o papel do professor nessa nova época.
Como já temos citado, Kienen (2008) atesta que saímos da era industrial e entramos na era da tecnologia de comunicação e computação. A informação hoje tem mais valor agregado do que a produção em si. Basta ver que no custo real de um bem industrializado hoje, a cota legada a pesquisa e desenvolvimento (P&D) gira em torno de 80%, ficando os demais 20% divididos entre custo de matéria prima e outros custos de produção (Kienen, 2008).
Sendo assim com esse cenário altamente tecnológico faz-se necessário que as instituições que visem a capacitação dos indíviduos com vistas á inclusão nessa sociedade, estejam caminhando no mesmo nível. Quer dizer, o papel do professor deixa de ser apenas o de transmissor do conhecimento tradicional. O professor moderno precisa saber de tudo um pouco. É impossível ficar alheio á informática por exemplo. Nesse momento estou aqui escrevendo esse artigo em meu computador. Se não dominasse um pouquinho essa tecnologia eu deveria manuscrever esse artigo e depois pedir pra alguém digitá-lo pra mim. Bem mais complicado né? Mas isso não é tudo.
Já existe hoje no mercado modernos softwares com aplicações educacionais. Vão desde planilhas eletrônicas para calcular a média bimestral dos alunos até modernas bibliotecas temáticas acessíveis pela internet. Vale lembrar também que a presente Era se caracteriza pela velocidade das mudanças. O que hoje é tecnologia de ponta, pode acabar se tornando obsoleto ao final da temporada. Assim o que considero primordial para o moderno professor é estar em constante aperfeiçoamento, fazendo cursos e na medida do possível adquirindo habilidades no ferramental disponível.
Além dessa capacitação continuada uma característica que segue sendo bastante necessária é a paciência. Sim. Nós os professores temos de ter isso em mente: a paciência deve estar incutida em nossos genes. A paciência é um pré-requisito nato na vida de um mestre. Por que? Como vimos o mundo mudou, a sociedade agora está com uma cara diferente. Isso acabou mexendo com os valores culturais dos indíviduos. Hoje em dia os padrões morais da juventude estão despencando, o respeito é quase inexistente em determinadas localidades. Isso tudo exige do professor uma super dose de paciência…
E por outro lado também vem a questão do conteúdo. Como falei dois parágrafos atrás o professor deve ter o conhecimento necessário para dominar o ferramental tecnológico disponível, mas mais do que isso, ele deve também ter habilidades que o permitam compartilhar desse conhecimento com os seus alunos. Visto que os modelos estão mudando rapidamente na nossa sociedade, cabe á escola, e mais especificamente ao professor, fazer com que os alunos acompanhem essas mudanças. Pra isso ás vezes se torna preciso fazer uma adequação no PPP da escola. As escolas boas hoje são aquelas que preparam os alunos em todos os aspectos, não apenas em tecnologia, mas também em cultura e conhecimento. Segundo Kienen (2008) “formar profissionalmente não é preparar exclusivamente para o exercício do trabalho, mas é proporcionar a compreensão das dinâmicas sócio-produtivas das sociedades modernas (…), e também habilitar as pessoas para o exercício autônomo e crítico das profissões, sem nunca se esgotar a elas.”
O que podemos concluir então é que a sociedade está mudando constantemente e junto com a sociedade tudo vai mudando, inclusive o papel do professor. Se antes era apenas uma questão de formar homens e mulheres com cultura e conhecimento, hoje a escola passa a ter o papel de formar homens e mulheres para o mercado de trabalho. Com essa mudança o professor também teve seu papel alterado. Hoje ele já não pode ser apenas um mediador do conhecimento tradicional, precisa dominar os novos tipos de conhecimento e também saber usar as tecnologias a sua disposição, sob pena de ficar pra trás nesse mundo globalizado e tecnicista ao extremo.
Considerando todos esses fatores, acredito que os professores mais antigos talvez estejam tendo alguma dificuldade em se acostumar a esses novos tempos, pois quem não tem a mente aberta para aprender e usar os novos recursos pode muito bem estar entrando já em extinção. De qualquer forma, sendo esse paradigma fruto da nossa época, acredito que os professores que estão se “criando” agora, já carregam consigo o gene dessa nova época. Assim para o futuro, sem problemas…
REFERÊNCIAS
KIENEN, Alfredo Luís Mendes. Caderno de Estudos: Educação e Trabalho. Indaial: Ed. ASSELVI, 2008.

