Mais Um Mês! 03 11, 2009
Posted by Tiago in VARIEDADES.Tags: aniversário, casamento, Fim de ano, formatura, Inter, Mudar o Mundo, O tempo passa, o tempo voa..., política, professor, PSC
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Daqui a exatamente um mês estarei trocando de idade.
Nossa esse ano voou. E muita coisa aconteceu…
* Casamento: Momento mais marcante da minha vida…
* Filiação ao PSC: É possível mudar o mundo? Não sei, mas vou fazendo minha parte;
* Novas turmas: É sempre bom conhecer novas pessoas. Muitas vão marcar, outras não, mas o importante é o presente, o agora.
* Formatura: Apesar de não ter ainda certeza de que é isso mesmo que quero (Será que um dia saberei?), agora é oficial.
2009. Um ano muito marcante.
O Inter me decepcionou, mas tudo bem. Acho que já era normal isso. Apenas achei que depois de 2006 as coisas iriam mudar. Hoje vejo que não. Ainda estamos na década de 90…
DISCURSO DE FORMATURA 12 09, 2009
Posted by Tiago in ARTIGOS, VARIEDADES.Tags: discurso de formatura, educadores, Fernando Pessoa, formatura, História, professor
2 comments
Senhor diretor, demais componentes da mesa, formandos e convidados, Boa noite.
“Há um tempo em que é preciso
abandonar as roupas usadas,
que já têm a forma do nosso corpo,
e esquecer os nossos caminhos,
que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia…
e se não ousarmos fazê-la,
teremos ficado, para sempre,
à margem de nós mesmos.”(Fernando Pessoa)
Sei que é “cult” citar Paulo Freire (dá impressão de educação engajada, dá ao orador um ar de educador ativista) e eu deveria citá-lo é bem verdade, mas acho que Pessoa tem muito a nos ensinar. Muito mais do que costumeiramente imaginamos. A educação não se faz apenas com teoria, engajamento político, práticas inovadoras, mas também com poesia. Paulo Freire incluiria aqui, amor.
“Há um tempo em que é preciso
abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo”.
Em 2006 quando aqui chegamos acredito que estávamos entrando nesse tempo. Buscávamos novos rumos para nossas vidas. Alguns buscavam sua primeira graduação, aquela que lhes daria a libertação, ou as asas que almejavam ter. Outros vinham para a segunda faculdade buscando novos rumos para a carreira, desiludidos com sua situação momentânea. Havia também aqueles que estavam iniciando a terceira, mas ainda não haviam terminado a primeira. Gente de todos os tipos, uma massa heterogênea. Cada um com suas razões, com seus pontos de vista, com suas idéias pré-concebidas, mas mais que isso: com sua força de vontade e anseio de abandonar as roupas usadas.
E acredito que fomos felizes nessa jornada. Apesar de que nem todos os que começaram concluíram, quem conseguiu chegar aqui hoje provou que de fato a vontade de fazer a travessia superou todas as barreiras.
Não foi um caminho fácil de se trilhar, é importante que se diga. Houve espinhos, sob a forma de projetos e práticas pedagógicas, artigos complicados, “estatística”. Sim, de fato não foi “fácil demais”. Mas superamos. Os mesmos projetos que nos deixavam de cabelo em pé transformaram-se em alegria. Viraram belas fotos que ilustraram nossas socializações. E todos nós aprendemos muito com isso. Uns com os outros. Unidos. Amigos.
Aliás, esse é outro aspecto dessa travessia que Pessoa nos fala.
“(…) e esquecer os nossos caminhos,
que nos levam sempre aos mesmos lugares”.
Podemos propor a seguinte paráfrase: “esquecer os velhos caminhos que nos levam sempre as mesmas pessoas”. Conhecemos pessoas novas. Fizemos novas amizades. Algumas talvez estejam se encerrando agora. Seria demais querer que todos ficassem “comprades” até o fim dos dias. Algumas amizades daqui por diante vão se resumir a um recadinho no orkut, um e-mail respondido com carinho e nostalgia, um bom dia efusivo no supermercado, quem sabe até um convite pra alguma balada. Mas depois, com o correr dos anos, os e-mails vão rarear, os telefonemas também e o que sobrará serão apenas os retratos, os bons momentos que passamos juntos.
Quem sabe um dia uma netinha revirando meus armários encontre uma foto dessa noite. Depois de rir um pouco dos nossos “modelitos” ultrapassados ela vai perguntar: quem são esses? Pode ser que seja só ali que vamos de fato parar e refletir sobre esses anos. Refletir no bem que fizemos uns aos outros. Em como foi gostoso esse tempo. E como foi curto também. (pausa)
Bom, mas deixe que o futuro nos torne introspectivos. Hoje mais do que melancólicos, queremos ficar alegres e comemorar. Afinal de contas fizemos a travessia. Já não ficaremos para sempre a margem de nós mesmos. A margem da sociedade. A margem nenhuma. Estamos sim é bem no centro.
Professores. Educadores. Quanta responsabilidade hein? Em 2006 nem todos tínhamos experiência em sala de aula. Eu mesmo só havia entrado numa sala de aula como aluno. Mas agora, não há nenhum de nós que nunca tenha tido esse momento maior de mestre. Aprendemos e agora vamos ensinar.
Sei que é um lugar comum dizer que o futuro se constrói com educação. Mas vou repetir isso. Minha profissão não teria sentido se eu não acreditasse de fato nisso: O futuro se constrói com educação. E educação vai além dos livros, vai além daquilo que o governo deveria fazer e nem sempre faz. Educação vai além do salário. Educação é paixão. Educação é poesia. E como já disse, excede a relação teoria e prática.
Sobre teoria e prática já disse o educador holandês Joannes van Snepscheut “Na teoria, não há diferença entre teoria e prática. Mas na prática, tem”.
Vemos isso em nosso dia a dia agora. Concluímos o primeiro estágio de nossa formação acadêmica. Fizemos uma bela travessia. Mas isso só nos deu a teoria. A prática vem com o passar do tempo. Convivendo diariamente com as quintas-séries da vida, com os “terceirões”, tendo embates com ATPs pré-históricos em nossas escolas, enfim. A prática vem com o passar do tempo, com calma, sem pressa. Podemos nos dar a esse luxo. Ou pelo menos nessa noite.
A responsabilidade que pesa sobre nossos ombros só não é maior do que a beleza da função que desempenhamos. Outro dia um aluno da sexta série me disse uma frase que guardei com carinho: professor eu nunca tinha gostado muito dessas histórias antigas, mas sabe que se a gente prestar atenção assim até que é bem legal…
Bem legal. Um elogio enorme pra mim. Sim, parece pouco, mas nós professores precisamos aprender a nos contentar com esse “pouco”. Não vamos esperar que o governo nos elogie que a direção nos homenageie nada disso. Nossa fonte maior de recompensa deve ser o aluno. Cada nota dez me enche de alegria. Cada questão respondida corretamente embevece meu ego. Cada trabalho feito com capricho me enche de orgulho. A gente precisa aprender a se contentar com o reconhecimento dos nossos alunos. Precisamos ficar felizes com o seu aprendizado. Já que foi essa a profissão que escolhemos.
Falando da travessia, devemos agradecer a todos aqueles que nos ajudaram a concluí-la. Nossa família, nossos cônjuges, nossos amigos, nossos professores, aliás, todo o corpo administrativo do curso tanto aqui como em Indaial, que sempre procurou dar todo o apoio para que essa experiência que por ora encerra-se fosse o mais indolor possível. Então a todos que de uma forma ou outra propiciaram esse momento, meu muito obrigado em nome do todos os formandos.
E a nós formandos, um último detalhe. Essa travessia que fizemos juntos não foi a travessia final. Ainda quero ouvir noticias de vocês em cursos de mestrado e tudo o mais que sei que vocês podem! Como diria Obama: YES WE CAN! E lembrem-se das palavras de Churchill: “Nunca, nunca, nunca desistam!”
Obrigado.
Como se faz um discurso de formatura? 07 09, 2009
Posted by Tiago in VARIEDADES.Tags: como se faz discurso de formatura, discurso de formatura, formatura, google me ajuda!!!
4 comments
Minha formatura se aproxima: 12 de setembro.
Os oradores escolhidos deram o cano. Eu nem sei porque…
Aí sobrou pra mim. Tenho menos de uma semana pra escrever um discurso.
E nem sei por onde começar.
Mais uma vez o amigo google há de ajudar. Vou ver se encontro uns modelos pra ter uma noção do que se deve falar num caso desses.
Hei de ter exito. Deus querendo…
