Meu Teclado Novo e meu Velho EU 22 06, 2009
Posted by Tiago in VERSOS.Tags: adolescente, crônica, emo, EU, garotinha, maturidade, mudança, poesias, teclado novo, teclado psicodélico
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Talvez você tenha vivido sempre com o mesmo teclado. Pois eu tenho comprado um teclado novo.
Talvez você tenha sempre saído com o mesmo cara. Pois saiba que eu nunca sairia com alguém como ele.
Tudo o que você quer são os sonhos de consumo de uma garotinha qualquer. Valorize-se. Você vale mais que qualquer garotinha.
Eu sempre fui a mesma pessoa. Você é que pensa que eu mudei.
Rá, mudanças. Apenas um teclado novo e o tempo que leva até perceber que a maior parte das teclas ainda está no mesmo lugar…
Que Dia Besta! 15 04, 2009
Posted by Tiago in PROSA.Tags: crônica, datas comemorativas, feriados, hipocrisia, Luis Fernando Veríssimo, sociedade hipócrita
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Uma crônica de Luiz Fernando Veríssimo publicada num longínquo 1º de abril do início deste século contava cinco ou seis histórias que poderiam ser a origem dessa data. É claro que por ter sido publicada em tal data, perdia muito da sua credibilidade. O próprio autor já alertava: isso pode ser mentira também…
Eu sou bem cético em relação a importância dessas inúmeras datas. Umas eu as considero puramente comerciais, como é o caso do dia das mães, dia dos namorados e dia dos pais.
Outras eu penso que foram desvirtuadas, perderam hoje o seu real significado. É o caso do Natal, da Páscoa, dos demais feriados religiosos e do Dia do Trabalhador (ou seria do Trabalho???) que hoje são apenas datas muito boas pra se deixar de ir ao trabalho quebrando a rotina por um dia ao menos. E outras ainda, eu considero uma tentativa de mudar de assunto. Nessa categoria eu enquadro o dia Internacional da mulher. Fala-se muito nos direitos das mulheres, na discriminação de que ainda são alvo em alguns lugares, mas procura-se debater esses assuntos apenas na semana da data. Passada essa semana o assunto é esquecido até o outro ano.
Mas e o dia de hoje?
Eu não consigo encaixá-lo em nenhuma das categorias acima.
Se fosse eu o idealizador de tal data o objetivo talvez seria o de relegar a mentira à esse único dia no ano. Então digamos que seja mesmo esse o propósito. Tem funcionado? Nem um pouco…
O ano inteiro dossiês aparecem e desaparecem misteriosamente.
O ano inteiro promessas são feitas e quebradas diuturnamente.
O ano inteiro a mentira está impregnada em nossa sociedade. Seja no motorista que tenta subornar o guarda de trânsito; seja no guarda de trânsito que aceita o suborno; seja no malandro que engana a esposa pra tomar uma cerva no bar da esquina; seja no funcionário fantasma que embolsa seu salário mensalmente mesmo sem ter feito nada; seja no professor que faz greve o mês inteiro e fica indignado quando não recebe pelos dias não trabalhados; seja no marido infiel que trai a esposa no bordel; seja no supermercado que altera etiquetas de produtos vencidos; seja no contribuinte que dá o seu jeitinho pra fraudar o Leão; seja no diretor de escola que desvia a merenda escolar; seja no dono de bar que mantém maquina caça-níquel no porão da birosca; seja no árbitro que anula um gol legítimo… A mentira está aí senhoras e senhores.
Sempre.
Então talvez fosse o caso de hoje, apenas hoje, o mundo todo resolver não mentir, não fraudular, não enganar ninguém. Deixar tudo preto no branco! Um dia apenas… Seria possível???
Sei lá. Acho que depois de um dia assim não ficaria pedra sobre pedra. Nossa sociedade é hipócrita. A hipocrisia é a base da nossa sociedade. E ainda mais hipócrita será quem hoje disser hipócrita não ser…
01/04/2008 (retirado do meu blog no GloboOnliners que será extinto nesse mês…)
Outro ano que se vai… 02 12, 2008
Posted by Tiago in PROSA.Tags: 3 de dezembro, aniversário, ética, crônica, cronologia, evolução moral, evolução tecnológica, moral
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Amanhã eu completo 21 anos de existência sobre a face da Terra.
Desde que eu nasci muita coisa aconteceu. O muro de Berlim foi derrubado; o Brasil passou de Tri à Penta; a censura no Brasil quase acabou; o Herbert Viana ficou careca; o Rock bom do Brasil se acabou; o Inter foi campeão do Mundo; O Bin Laden financiou a queda das torres gêmeas; o mundo entrou mais uma vez em recessão; o Lula conseguiu enfim virar presidente; a Dercy Gonçalves enfim morreu; a Internet surgiu e tomou conta do mundo inteiro; Meu! Muita coisa…
É claro que algumas coisas não mudaram. O Fidel, por exemplo, segue vivinho da Silva!
Me sinto orgulhoso de poder estar vivendo nessa época, mas ao mesmo tempo é um pouco assustador. Se formos parar pra pensar, estamos vivendo num limiar nunca dantes vivido. A tecnologia evoluiu tanto, mas tanto que hoje é possível eu conversar sem fio com meu primo lá no distante Arizona através da telefonia celular. Coisa que alguns anos atrás era roteiro de filme de ficção.
Realmente muita coisa mudou nesses vinte e um anos…Pena que algumas coisas que mudaram não deveriam ter mudado. Nossa sociedade hoje está vivendo a ante-sala do caos social. Famílias desestruturadas formando cidadãos desajustados que por sua vez formarão outras famílias pobres moralmente falando, e assim sucessivamente…
Vivemos uma época onde o Relativismo Moral predomina. O que é bom pra ti pode não ser pra mim e vice-versa. Isso é muito bom, dirão os mais liberais, contudo nessa busca desenfreada da liberdade almejada acabamos perdendo muitos dos valores que nos identificavam como seres realmente humanos. Tá certo que crimes, violência, depravação moral foram coisas que sempre existiram, mas na nossa Época está demais!
Fico aqui imaginando que será da nossa sociedade daqui a 21 anos? Como professor que sou, ás vezes penso que preciso fazer alguma coisa mais concreta pra tentar amenizar esse quadro, mas por outro lado desanimo. Há tanta gente acomodada, como fazer para despertá-las?
Só espero que nas próximas décadas as mudanças nos levem para um outro patamar, mais avançado não apenas tecnologicamente, mas também moralmente. Se essas duas décadas que precederam o dia de hoje foram da evolução tecnicista, vamos lutar para que as próximas representem o despertar da evolução moral. Disso é que nós precisamos!

